“A ÁRVORE DA MONTANHA”
No cimo duma pequena colina, uma árvore olha para a montanha diante dela, esperando que ela dê sinais do início duma Primavera.
Sem folhagem, mantém-se atenta ao frio que a há-de deixar.
Seus ramos com gelo quase quebram e as suas raízes agarram-se com vontade ao chão onde nasceu. No entanto, a montanha que a viu nascer, jamais a deixará morrer, pois há uma sintonia entre as duas como se a montanha fosse a mãe e a árvore, a sua filha.
Na natureza há o equilíbrio próprio em que cada um toma conta do próximo e tudo gira com uma força inevitável e geradora de novos começos.
António Jesus Q. R. Almeida
11-05-04

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